segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
O criar de um perfil pessoal.
Na sala de aula existe a necessidade de se traçar limites, o sim e o não devem estar presentes sempre que necessários. Se um dia se tiver que aplicar uma acção punitiva, nunca se pode ficar pela ameaça, porque isso era perder toda e qualquer credibilidade que os alunos teriam por nós. Devemos construir com os alunos o sentido do trabalho escolar, fazendo-os participar no trabalho, por exemplo o trabalho de grupo pressupõe uma maior participação, por vezes o simples trabalhar em mesas redondas melhora o processo de ensino – aprendizagem. Eu quero construir o meu estilo de docência, tendo como base os professores que já tive, bons (para seguir), menos bons (para evitar os seus erros), as cadeiras pedagogias que tive no Ensino Superior e aquilo que vou lendo autonomamente. O ensino, na minha opinião, tem que ter algo de pessoal, que possa marcar a diferença em relação a ser uma máquina a dar, literalmente, a aula.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
A poesia e as crianças!
Por vezes, nas escolas de ensino básico, os professores ainda pensam de uma forma retrógrada no que respeita à poesia, também os próprios pais dos alunos vêem a poesia como algo de difícil acesso, só ao alcance de alguns iluminados, tocados pela mão de um deus que lhes soprou e os tornou capazes de produzir desde pequenos versos até grandes epopeias. É necessário que os professores e os próprios alunos dessacralizem, desmistifiquem a poesia, algo que apenas pode ocorrer se os professore permitirem um contacto amigável dos alunos com a poesia. Nas salas de aula, ainda se ouvem os professores a terem afirmações em relação à poesia do tipo: “os alunos são tão fracos que nunca chegariam lá”, ou “ tomáramos nós que eles soubessem ler, escrever e a gramática” o tempo em que os alunos se deslocavam à escola para unicamente aprenderem a ler, escrever e contar já lá vai, estamos no séc. XXI, portanto temos que agir como indivíduos deste século e não do(s) anterior(es).
Um exemplo de que não é preciso ser um génio, com grandes habilitações académicas, para se poder produzir poesia, é o caso de António Aleixo, cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor de feira em feira, pelas redondezas de Loulé, que apesar de “não totalmente analfabeto – sabe ler e tem lido meia dúzia de bons livros – não é capaz, porém, de escrever com correcção ortográfica e a sua preparação intelectual não lhe dá certamente qualificação para poder ser considerado um poeta culto.” (ALEIXO, 2002: 15), não foi pelas razões supracitadas que este escritor, poeta, dramaturgo, se intimidou de escrever, considerado por alguns como um poeta menor, é por outros muito admirado e uma referência na poesia popular.
Um exemplo de que não é preciso ser um génio, com grandes habilitações académicas, para se poder produzir poesia, é o caso de António Aleixo, cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor de feira em feira, pelas redondezas de Loulé, que apesar de “não totalmente analfabeto – sabe ler e tem lido meia dúzia de bons livros – não é capaz, porém, de escrever com correcção ortográfica e a sua preparação intelectual não lhe dá certamente qualificação para poder ser considerado um poeta culto.” (ALEIXO, 2002: 15), não foi pelas razões supracitadas que este escritor, poeta, dramaturgo, se intimidou de escrever, considerado por alguns como um poeta menor, é por outros muito admirado e uma referência na poesia popular.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O problema da indisciplina escolar!
Um outro assunto muito em voga e bastante controverso é a indisciplina, toda a indisciplina tem uma história relacional, nada nasceu de geração espontânea. Todos os dias ouvimos falar de jovens violentos, na escola agentes educativos são agredidos, nos bairros queixam-se de distúrbios, o que muitas vezes acontece é que o aluno/jovem é apenas observado parcialmente, ou seja, não o vêm na sua plenitude, não sua globalidade, todas as pessoas possuem um mundo interno (exigências específicas) e um mundo externo (pais, educadores, valores, normas) e frequentemente esta dicotomia transforma-se numa antinomia, em que o aluno não se sente compreendido pelo mundo exterior, uma vez que as suas aspirações não encaixam com as da professora, família ou sociedade. Talvez a indisciplina na sala de aula tenha começado quando o professor se desinteressou da turma enquanto pessoas, ou receou usar uma regra de controlo disciplinar, assim perdeu também a consideração por si próprio, depois é uma “bola de neve” que vai aumentando. Deve-se prevenir a indisciplina, não se pode deixá-la crescer, é preciso definir regras em conjunto com os alunos logo de início, ser firme e afectuoso ao mesmo tempo. Estes jovens necessitam de apoio e intervenção terapêutica, mas também de um enquadramento legal, de uma experiência legal e de suporte afectivo social.
O início do primeiro namoro!
Muitos pais, talvez por falta de diálogo e confiança nos filhos, vêm no começo de um namoro um acontecimento apocalíptico para a vida dos filhos, vão ter fraco aproveitamento escolar, vão andar com más companhias, que o filho(a) se irá distanciar da família. Os filhos devem escolher o seu próprio percurso, conhecer pessoas fora do seio familiar, tendo os pais o papel de ouvir, ajudar, reflectir e explicar e não transmitir preconceitos do tipo, os homens são todos egoístas e as mulheres devem se submeter aos homens.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
“Contempla este dia!
Porque ele é vida, a própria vida da vida.
No seu breve curso
Residem todas as verdades e realidades da tua existência:
A benção do crescimento,
A glória da acção,
O explendor da realização;
Porque ontem já é um sonho
E amanhã apenas uma visão,
Mas o dia de hoje, bem vivido,
Faz de cada ontem um sonho de felicidade
E de cada amanhã uma visão de esperança.
Contempla bem, portanto, este dia!
Esta é a saudação do alvorecer.”
(Calidassa)
Porque ele é vida, a própria vida da vida.
No seu breve curso
Residem todas as verdades e realidades da tua existência:
A benção do crescimento,
A glória da acção,
O explendor da realização;
Porque ontem já é um sonho
E amanhã apenas uma visão,
Mas o dia de hoje, bem vivido,
Faz de cada ontem um sonho de felicidade
E de cada amanhã uma visão de esperança.
Contempla bem, portanto, este dia!
Esta é a saudação do alvorecer.”
(Calidassa)
Deixem as crianças escolher!
Por mais esforços que muitas famílias façam para disfarçar os seus problemas, muitas através de exuberâncias financeiras, vivendo uma fantasiosa mentira, não existem famílias perfeitas, nem sem problemas. As crianças não pensam naquilo que querem ser, mas naquilo que os pais querem que elas sejam, por vezes as crianças transformam-se em trunfos que os pais usam para afirmar a sua superioridade em relação a outras famílias. Exige-se mais autenticidade. O resultado desta pressão familiar e algumas vezes empregadoras é um ser humano frustrado por não ter seguido as suas convicções. Muitos pais ficam perplexos com o curso que os filhos escolhem para seguir o ensino, devido às próprias expectativas dos progenitores pela pressão de arranjarem emprego, pelo que ouvem e vêm nos media, e pelas conversas, por vezes competitivas, que ocorrem com outros pais. São sobretudo as opções artísticas que mais inquietam os pais, o que é compreensível num país que não valoriza a cultura. Aqui reside um ponto crucial no futuro dos alunos, se por vezes os “chamamentos” dos professores para as suas áreas podem causar um certo mau estar e confusão nas mentes dos alunos, este choque cognitivo, este “brainstorming” também é necessário para que todas as hipóteses sejam consideradas, são as duas faces da questão. A liberdade é um ideal defendido pela de Educação, devemos formar a nossa pessoalidade, identidade e personalidade, ao que eu nomeio pelas três idades, já que considero que ocorrem ao longo de toda a nossa vida, de forma autónoma e não heterónoma, não nos devemos deixar influenciar por pressões externas ao EU. A nossa formação pessoal é determinante para o decorrer da nossa vida.
TPC - Tempo Para Conviver
Daniel Sampaio (Árvore sem voz) defende o fim dos TPC no Ensino Básico, as crianças vivem numa “roda viva” diariamente, passam, por vezes, um inferno angustiante até chegar a escola, para este aspecto o autor dá uma série de orientações bastante interessantes. Um tema importante na Educação é o bem estar do ser humano enquanto pessoa e também aluno, e mais violento é ainda quando esse bem estar é violado numa criança, a qual carregam com contas, cópias, exercícios, actividades, etc. Num aluno não podemos ter em linha de conta apenas a dimensão cognitiva. As crianças passam muito tempo na escola, por isso têm tempo para lá fazerem todas essas actividades. A família precisa de estar em comunhão, sem TPC, para mim os TPC (uma definição minha que acho feliz)) deveriam querer dizer “Tempo Para Conviver”.
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